Um grave caso de violência chocou a Penha, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (24). Igor Melo, 27 anos, estudante de publicidade e criador do site Informe Botafogo, foi baleado por um policial militar da reserva após ser confundido com um criminoso. O jovem, pai de um menino de 2 anos, saía do trabalho de moto-Uber quando foi atingido por disparos.
Ferimentos graves e drama familiar
Igor perdeu o rim direito após cirurgia de emergência no Hospital Getúlio Vargas e recebeu três bolsas de sangue. Sua esposa, Marina Moura, desabafou nas redes sociais: "Meu marido não é criminoso, ele foi a vítima. O policial admitiu que a mulher que o acusou estava visivelmente bêbada". O estudante, que também trabalha na Universidade Celso Lisboa e em uma boate local, segue em estado instável, mas consciente.
Versão controversa da PM
Segundo a Polícia Militar, o ataque ocorreu durante a perseguição a suspeitos de invasão domiciliar. A esposa do PM reservista identificou o mototaxista (que caiu da moto durante o ocorrido) como autor do roubo de seu celular. Um homem foi preso, enquanto Igor permanece sob custódia hospitalar - fato que gerou críticas de familiares.
Perguntas sem respostas
O caso, registrado na 22ª DP, levanta questionamentos sobre a conduta policial:
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Por que o PM atirou sem confirmação da identidade?
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Como uma acusação de pessoa embriagada foi base para ação letal?
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Por que a vítima segue sob custódia se alega inocência?
Enquanto a Justiça apura os fatos, amigos iniciam uma vaquinha virtual para cobrir despesas médicas. A tragédia reacende o debate sobre erros em operações policiais e violência urbana no Rio.